LIGA 3 Primeiras Jornadas: 41 por cento dos jogadores usados são portugueses…
O número dá que pensar. Pelo menos isso. Dos 284 atletas utilizados nas três primeiras jornadas da Liga, 118 são portugueses. Apenas 41 por cento.
Portugal é um bom exemplo do avanço imparável do «futebol de mercado» rumo à chamada Aldeia Global. O nosso campeonato não é diferente de tantos outros, muitos dos quais reclamam o epíteto de melhor liga do planeta. Veja-se o caso da Premier League, por exemplo.
Na Liga 2010/11 já houve um jogo em que estiveram em campo somente três jogadores nascidos em Portugal. Esta quase impossibilidade aconteceu no Sp. Braga-Marítimo, da terceira jornada. Domingos Paciência lançou Sílvio e Hélder Barbosa, Ricardo Esteves foi utilizado por Van der Gaag.
Este verdadeiro oceano de profissionais importados conheceu outros momentos de domínio absoluto. Seis portugueses no Marítimo-V. Setúbal (1ª jornada), sete no V. Setúbal-Sp. Braga (2ª) e oito no Naval-F.C. Porto (1ª) e no Nacional-Benfica (2ª).
Saulo é o único «intruso» no Rio Ave
Em sentido contrário, há quatro partidas onde a ditadura da expansão mercantilista foi esbatida. No V. Guimarães-Rio Ave, da segunda jornada, estiveram 19 jogadores portugueses no relvado. Um recorde no campeonato.
No Rio Ave (sempre o Rio Ave)-Nacional (1ª) pudemos ver 18 atletas de naturalidade lusitana, mais um do que no Paços Ferreira-Sporting (2ª) e no Paços Ferreira-Portimonense (3ª).
Já agora, vale a pena recordar o «onze» mais vezes utilizado por Carlos Brito no Rio Ave, o clube que mais portugueses tem apresentado. Saulo é o único «intruso»:
Mário Felgueiras; Zé Gomes, Gaspar, Ricardo Chaves e Milhazes; Bruno China, Tarantini e Fábio Felício; Bruno Gama, João Tomás e Saulo.
Este artigo de Pedro Jorge da Cunha é interessante e alerta-nos para o facto de cada vez se apostar menos nos jogadores portugueses. Cada vez chegam mais estrangeiros de qualidade muito duvidosa, por catálogo ou impingidos por empresários, e os produtos da nossa formação têm muita dificuldade em se impor.
A Par de outros problemas, talvez esta seja uma das razões para os resultados recentes da nossa seleção e tende a agravar-se já que a base de recrutamento é cada vez mais diminuta…
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